terça-feira, 26 de novembro de 2013

caso do bebê roubado em bh Pai de Arthur acredita que companheira esteja com depressão pós-parto Jovem está temporariamente na casa de um tio, em Betim; mãe da suspeita veio de João Monlevade para acompanhar o caso

PUBLICADO EM 26/11/13 - 12h34 MÁBILA SOARES JOSÉ VITOR CAMILO A reportagem de O TEMPO esteve nesta terça-feira (26) na casa de familiares de Jhoney Lima Santos Nulhia, pai do pequeno Arthur, de 2 meses, doado pela própria mãe a um casal do Rio de Janeiro. O jovem, que está temporariamente na casa de um tio, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, disse que o filho foi planejado e que acredita que a companheira, Renata Soares da Costa, de 19 anos, possa estar com depressão pós-parto. De acordo com Jhoney, ele e Renata estão juntos há 4 anos. O primeiro filho do casal foi planejado e eles sonhavam em ter uma menina. Nessa segunda-feira (25), ao rever o filho, Jhoney disse que chegou a pensar no pior. "Estou muito alegre. Querendo ou não, a gente pensa o pior. Então, é uma alegria grande ter ele de volta", disse. Ainda segundo o pai da criança, Renata também esteve com o filho, nessa segunda-feira, e agiu como se nada estivesse acontecido. Ela amamentou a criança, trocou carícias e, em seguida, a entregou ao pai, sem demonstrar nenhuma reação. A atitude da companheira faz Jhoney acreditar que ela esteja mesmo deprimida. "Ela precisa de ajuda. Em sã consciência, ela não faria isso, por que foi ela que me estimulou a entregar panfletos. Ela sempre demonstrou vontade de ter filho", disse. A mãe de Renata, a repositora Maria Aparecida Gomes Soares da Costa, 41, veio de João Monlevade, na região Central do Estado, para acompanhar o caso. Segundo ela, a filha se sentia muito sozinha e já demonstrava indícios de depressão. Em conversa com a reportagem, ela disse que não acredita que Renata tenha doado o filho por dinheiro. "Só pode ser depressão. Se você não tem ninguém, tudo bem, você dá para qualquer pessoa. Mas ela tem uma família que ama muito esta criança. Agora temos que cuidar da Renata", declarou. A jovem, que trabalhava como gerente de uma loja de fast-food, continua presa no Ceresp Centro-Sul. Ela foi autuada por comunicação de falso crime e abandono de incapaz. Se condenada, por pegar até 4 anos de detenção. Segundo a Polícia Civil, Renata vai permanecer presa até a conclusão do inquérito. Nos próximos dias, ela vai passar por exames psicológicos, que podem comprovar se ela está mesmo com depressão. Ainda segundo a corporação, as investigações do caso continuam. Rio de Janeiro O menino doado pela própria mãe chegou a Belo Horizonte na madrugada desta terça-feira (26). Segundo a polícia, a criança estava em uma casa na região de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. No último sábado (23), Renata contou que estava na avenida Oiapoque, no centro da capital, quando foi abordada embaixo do viaduto por dois homens e uma mulher. Eles teriam descido armados de um carro preto e exigido que ela entregasse o filho. Na versão de Renata, dois dos suspeitos falavam um idioma que ela não compreendia e tinham aparência oriental, enquanto o outro, negro, disse que eles queriam apenas ficar com o bebê. O trio teria fugido rapidamente, em um veículo que ela não soube identificar modelo ou marca, levando ainda a bolsa da mulher, com fraldas e a mamadeira da criança. Ainda segundo Renata, ela ficou muito nervosa e disse que ninguém passava pelo local no momento. Sem telefone celular, ela correu até uma banca de jornal, onde comprou um cartão para avisar ao namorado e pai da criança, Johney, e à PM, que registrou a ocorrência na Central de Flagrantes (Ceflan), no bairro Floresta. fonte:o tempo online

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