sábado, 12 de julho de 2014

Cidadão dos EUA é suspeito de ter contraído ebola em Gana Caso está em tratamento na capital, Acra; vírus já matou mais de 460 pessoas desde fevereiro.

O ebola pode ser transmitido através do contato com os fluidos corporais da pessoa infectada (Foto: Reuters/BBC) O Ministério da Saúde de Gana informou nesta segunda-feira (7) que o país está tratando um caso suspeito de ebola em um cidadão americano. O homem está internado em uma clínica na capital, Acra, no aguardo de resultados de exames de sangue para confirmar a contaminação ou não da doença. O paciente e os funcionários da clínica estão de quarentena e receberam roupas especiais. A embaixada dos Estados Unidos em Acra afirmou que foi informada de que um cidadão americano está passando por exames. Por enquanto as autoridades não darão mais detalhes do caso, segundo a agência de notícias Reuters. O vírus ebola já matou mais de 460 pessoas desde seu primeiro registro na Guiné, em fevereiro. De lá para cá, se espalhou para os países vizinhos, Libéria e Serra Leoa. A doença mata até 90% das pessoas infectadas. Não há vacina ou cura. O vírus se espalha pelo contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada, tais como sangue e secreções. O Ministério da Saúde de Gana disse que foram tomadas "medidas de precaução" para conter a transmissão e recomendou a população a permanecer calma. "Gostaríamos de garantir ao público em geral que temos tudo sob controle", disse o porta-voz do Ministério, Tony Goodman. Evitar contaminação Em abril, as autoridades de saúde de Gana afastaram a contaminação de uma menina com suspeita de ebola após receber os resultados do exame de sangue. Na semana passada, os ministros da Saúde de 11 países do oeste da África se reuniram em Acra para discutir o combate à doença e prometeram um trabalho em conjunto para enfrentar o ebola. A doença já infectou 759 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa. A maioria dos 467 mortos pelo ebola são da região de Guekedou, sul da Giné, onde os primeiros casos surgiram. Mas as autoridades de saúde afirmam que as fronteiras permeáveis do país permitem que pessoas infectadas acabem levando o vírus para outros países. Surto de Ebola está 'fora de controle' em partes da África, alerta MSF Única organização humanitária operando em áreas de risco no oeste do continente, Médicos Sem Fronteiras tenta evitar epidemia regional. Com o aumento exponencial no número de casos de Ebola na África Ocidental, a organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta para o risco de uma epidemia regional. "O surto está fora de controle', afirmou à BBC Brasil Mariano Lugli, diretor de operações do MSF na Suíça. A equipe de Lugli lidera a assistência humanitária na região desde fevereiro. Com cerca de 300 profissionais em campo, a organização já atendeu cerca de 500 pacientes e está no limite de sua capacidade operacional.
Surto de Ebola é o maior da história já matou quase 500 pessoas em três países da África Ocidental (Foto: BBC) Em quatro meses, o surto de Ebola que surgiu em Guiné já se espalhou para dois países vizinhos, Libéria e Serra Leoa. "Há um movimento constante e intenso de pessoas cruzando fronteiras nesta região e os casos estão se espalhando rapidamente para mais províncias e países", explicou Lugli. A doença já se alastrou para mais de 60 localidades diferentes na África Ocidental e ainda não atingiu seu pico. "Em geral, isso deveria ter acontecido entre dois e cinco meses, mas é impossível prever especialmente porque agora há uma variante do vírus que causa febre hemorrágica e é muito perigosa", afirmou Lugli. Até agora, 759 pessoas foram infectadas pelo vírus e 468 morreram. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), este é o maior surto de Ebola já registrado na história. O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas e o contágio acontece por contato direto com fluidos corporais, como sangue e secreções, de uma pessoa infectada. Não há vacina ou cura para a doença. Plano de ação No início desta semana, a OMS realizou uma reunião de emergência sobre o surto. Ministros de 11 países africanos se reuniram em Acra, Gana, para discutir como controlar o surto de Ebola. No encontro, as autoridades concordaram em ampliar a coordenação e monitoramento da doença, com foco nas regiões fronteiriças. Para isso, a OMS anunciou a criação de um centro regional de apoio técnico em Guiné. No entanto, a organização ainda não prescreve nenhum tipo de restrição a viagens para a África Ocidental ou entre países da região. Segundo a OMS, o risco de disseminação da doença é considerado alto nos países fronteiriços, moderado no restante do continente africano e baixo no restante do mundo. "Agora a comunidade internacional reconheceu o problema e todo mundo entende a necessidade de coordenação, mas é preciso ver como isso se traduzirá em ação", afirmou Lugli. Apoio local e internacional Mobilizar líderes comunitários, religiosos e políticos para ampliar o conhecimento sobre a doença também foi outro destaque do plano da OMS. "A coisa mais importante agora é sensibilizar a população e os agentes de saúde locais, além da maior coordenação entre as autoridades regionais para controle e supervisão de casos em aeroportos e portos", disse Lugli. Há quatro meses, ele esteve em Guékédou, na fronteira de Guiné com a Libéria, quando foram registrados os primeiros casos. "As pessoas estavam com muito medo e os médicos locais não conheciam a doença", explicou. Na região, é comum o uso de medicina popular e curandeiros. Médicos têm pouca experiência em lidar com isolamento –a única alternativa de tratamento para o Ebola. "Os pacientes que sobrevivem são aqueles que naturalmente desenvolvem anticorpos contra o vírus, mas para isso é preciso tempo e isolamento", explicou Lugli. Estima-se que cada pessoa contaminada mantenha contato com ao menos outros 20 indivíduos, que também devem ser isolados e monitorados para controle do Ebola. Outro agravante comum é o descuido no manuseio de corpos de vítimas da doença. Atualmente, o MSF é a única organização internacional humanitária atendendo vítimas do Ebola na África Ocidental. "Estamos no nosso limite. É urgente que mais atores internacionais competentes também apoiem na resposta ao surto", afirmou Lugli. Países africanos definem plano para conter pior surto de ebola Epidemia já matou mais de 400; OMS diz que países fora da África não precisam restringir comércio ou o fluxo de pessoas com nações afetadas.
O ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais da pessoa contaminada (Foto: BBC) Ministros da Saúde de 11 países do Oeste da África concordaram em adotar uma estratégia comum para conter o pior surto de ebola da história, que já matou 467 pessoas desde fevereiro. Na reunião de emergência realizada em Acra, Gana, autoridades decidiram ampliar a supervisão de casos de ebola nas suas regiões fronteiriças e mobilizar líderes comunitários, religiosos e políticos para ampliar o conhecimento sobre a doença. O vírus já infectou 759 pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa. Sob a nova estratégia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) abrirá um centro sub-regional de controle em Guiné para coordenar o apoio técnico. Mais de 150 especialistas já foram enviados ao Oeste da África nos últimos meses para tentar conter o surto. A OMS, órgão da ONU, disse que a epidemia de ebola não será controlada em breve. "Acredito que vamos ter de continuar lidando com esse surto pelos próximos meses ou por ainda muitos meses", disse o Keiji Fukuda, diretor-geral assistente de segurança sanitária da agência, à AFP. Questionado sobre como a epidemia poderia se espalhar, ele disse que "é impossível ter uma resposta clara". Vírus mortal Segundo o correspondente da BBC no Oeste da África, Thomas Fessy, educar as pessoas é visto como a melhor maneira de conter o surto, ao invés de fechar as fronteiras. Práticas culturais e crenças tradicionais em algumas áreas têm dificultado medidas de saúde, contribuindo para o contágio da doença, disse ele. Em alguns casos, grupos de pessoas atacaram funcionários de saúde, forçando o fechamento de centros de emergência. Autoridades de saúde dizem que as fronteiras frágeis da região permitiram pessoas infectadas a levar a doença para outros países. A maioria das mortes foi registrada na região de Guekedou, no sul da Guiné, onde o surto foi relatado pela primeira vez em fevereiro. A maioria das mortes ocorreu justamente na Guiné, mas há um número crescente de casos na Libéria e em Serra Leoa. O ebola é um dos vírus mais mortais do planeta porque mata até 90% das pessoas infectadas. Não há vacina ou cura. Ele se espalha pelo contato direto com fluidos corporais de uma pessoa infectada, tais como sangue e secreções. Risco baixo no Brasil O Ministério da Saúde brasileiro disse estar acompanhando os desdobramentos da epidemia e que segue a orientação atual da OMS de não adotar estratégias específicas em relação à doença. "Segundo avaliação da OMS, o risco de disseminação da doença é considerado alto nos países fronteiriços, moderado no restante do continente africano e baixo no restante do mundo", diz a nota do ministério enviada à BBC Brasil. "O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, por isso, a transmissão para outros continentes não é provável e a OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados." O Ministério da Saúde informou ainda que, caso a OMS mude sua recomendação, já existe um plano de contingência que pode ser colocado em prática. A OMS confirmou à BBC Brasil que, relativo à epidemia de ebola, não recomenda nenhuma restrição a viagens. Segundo o órgão, o risco para turistas visitando regiões infectadas é baixo. "Há uma possibilidade de que uma pessoa com ebola embarque em um avião ou outro meio de transporte sem informar a companhia de sua situação. Apesar de o risco para os que viajam ao seu lado ser muito baixo, é recomendável que se faça a identificação e uma análise dessas pessoas". Os sintomas iniciais incluem fraqueza, dor muscular, dor de cabeça e de garganta, vermelhidão nos olhos - e são seguidos por vômitos, diarreia, coceiras e, em alguns casos, sangramentos. O período de incubação do vírus do ebola varia entre dois e 21 dias, segundo a OMS. No entanto, a organização esclarece que não há risco de transmissão durante a incubação e há apenas um risco baixo durante a fase inicial da doença. "Durante o surto atual, viajantes infectados com ebola atravessaram as fronteiras com países vizinhos e há a possibilidade de que outros casos surjam nesses países vizinhos", afirma a agência de saúde da ONU. Segundo a OMS, o número de casos do surto atual subiu de 635 em 23 de junho para 759, um aumento de 20%. VEJA O VÍDEO EXPLICANDO SOBRE A EBOLA FONTE :DE VÍDEOS YOUTUBE FONTE :G1.COM

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