quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Você quer um telefone com mais personalidade? A LG acha que sim

A LG lançou uma linha no mínimo curiosa de novos smarpthones em sua terra natal, a Coreia do Sul. Os Akas poderiam ser apenas aparelhos Android com tela de 5 polegadas como tantos outros. Mas os quatro novo modelos têm personalidades, histórias e roupas diferentes. “Como fazer isso com telefones?”, você se pergunta. Bem, para fingir as emoções, os aparelhos têm essa capinha que cobre três quartos da tela e deixam apenas os olhos (diferentes para cada), que ficam se mexendo, sempre visíveis. No software há modificações específicas para parecer que há um bichinho dentro do smartphone, de animações à interferência em outros programas: aperte um botão e ele aparece em sua selfie. O clipe de lançamento dos produtos dá uma ideia:Olhando assim, pode parecer que os smartphones são destinados a adolescentes, mas pelas reportagens que vi lá fora, não parece o caso, já que a Coreia tem um histórico de vender coisas infantilizadas para adultos. Para dar uma força no marketing, a ideia é reforçar a diferenciação entre eles inclusive com a criação de personagens. A Yoyo, o smartphone rosa, por exemplo, tem esse nome porque ela “é viciada en coca-cola e hambúrguer e por isso tem problemas em controlar o peso”, pelo que o diretor de produtos da LG disse à CNET. Se a ideia é que o bichinho reflita os seus gostos, esse parece bom apenas para reforçar a insegurança sobre a aparência. Mas bem, se você não gostar da personalidade do seu Aka, pode mudá-lo (por um extra, obviamente): basta comprar um kit com capinha e software de personalização e, voilà, ele vira outro. A ideia deve ser um pouco como os Pokémon – é preciso pegar todos! Não há planos para o lançamento do aparelho (que é nas especificações, parecido com o Moto G) por aqui, mas os Akas, por mais forçação de barra que possam parecer, evidenciam dois “problemas” interessantes que a indústria quer consertar. A Coreia do Sul foi o primeiro grande país onde os smartphones atingiram 100% de penetração – isso foi já em 2010. A indústria de celulares lá é extremamente rentável justamente pela taxa de “atualização” das pessoas que possuem um. Ao contrário de TVs, geladeiras ou mesmo notebook, trocamos de aparelho com mais frequência, o que é ótimo para as coreanas LG e Samsung. Acontece que, com smartphones cada vez melhores, a necessidade de comprar novos a cada ano diminui. Até pouco tempo atrás, as inovações tecnológicas de um ano para o outro eram muito grandes (pense no salto de um iPhone 3GS para o iPhone 4, por exemplo). Mas hoje, mesmo os smartphones mais intermediários podem durar muito mais, já que são bons o suficientes. Lançar um Aka (que custa quase 500 dólares na Coreia, o que o posiciona próximo dos principais modelos) é tentar achar outro tipo de inovação – se não tecnológica, de marketing – para manter o ritmo de consumo.Outra questão que o Aka aponta é para a busca por uma maior personalização. Há um mercado gigantesco de capinhas, adesivos e outros badulaques para smartphones, o que é natural. O celular virou o “computador íntimo”, que está sempre com você – ao contrário do PC, que você deixa parado no escritório. Então queremos que ele seja, de alguma forma, a nossa cara. A LG aposta que ele não deve só refletir a nossa personalidade, como de certa forma ter uma própria. Parece bizarro hoje, mas não tenha dúvida que a antropomorfização dos aparelhos conectados será um filão a ser explorado. Resta saber se alguém vai comprar a ideia. FONTE:YAHOO NOTICIAS

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