sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

operação lava jato Ex-Petrobras diz que era preciso dar 'algo' a partidos para ser diretor Paulo Roberto Costa depôs hoje à Justiça.

Costa diz que era preciso dar 'algo' a partidos para ser diretor da Petrobras Ex-dirigente falou que ninguém ocupava o cargo por 'capacidade técnica'. Delator disse acreditar que outros diretores possam ter recebido propina.
Paulo Roberto Costa chega à Justiça Federal do Paraná para depor no processo da Lava Jato (Foto: Vagner Rosario/Futura Press) O ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou nesta sexta-feira (13), em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que, durante o período em que ele atuou no alto escalão da estatal, nenhum executivo alcançava um cargo na diretoria sem “dar algo em troca” a partidos políticos. Investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato, Costa fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e tem colaborado com informações sobre o esquema de corrupção na petroleira. “Não se chega ou não se chegava a diretor da Petrobras sem apoio político. Nenhum partido dá apoio político só pelos belos olhos daquela pessoa ou pela capacidade técnica. Sempre tem que ter alguma coisa em troca”, disse o ex-dirigente. A declaração foi dada quando o juiz perguntou se o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró também recebia propina para viabilizar contratos entre a estatal e empresas estrangeiras. “O que se comentava é que na diretoria internacional, que tinha apoio do PMDB e do PT, esses partidos teriam alguns benefícios. Pelos comentários internamente [o diretor Cerveró] também recebia [pagamentos]”, completou Paulo Roberto Costa. O ex-diretor de Abastecimento voltou a dizer ao juiz que recebeu US$ 1,5 milhão em propina para não criar entraves à compra da refinaria de Pasadena, no Texas. Sem citar nomes, ele afirmou acreditar que outros diretores também receberam dinheiro. “Se eu recebi, possivelmente outros diretores receberam. Porque que somente eu receberia?”, questionou. Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelos papéis e US$ 170 milhões pelo petróleo que estava em Pasadena). O valor é muito superior ao que foi pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões. Em 2008, a Petrobras e a Astra Oil se desentenderam, e uma decisão judicial obrigou a estatal brasileira a comprar a parte que pertencia à empresa belga. Assim, a aquisição da refinaria de Pasadena acabou custando US$ 1,18 bilhão à petroleira nacional, mais de 27 vezes o que a Astra teve de desembolsar. 'Fernando Baiano' Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor de Refino a Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, afirmou nesta sexta-feira (13) que se encontrava com o lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", somente para discutir pagamentos de propina. Preso em Curitiba, Baiano é apontado pelo próprio Paulo Roberto Costa como operador do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O PMDB nega a acusação. O G1 procurou o advogado de Fernando Baiano, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno. Questionado pelo juiz federal Sérgio Moro sobre se os encontros com Baiano haviam ocorrido somente para tratar de "pagamentos de vantagem indevida" e "propina", Costa foi taxativo, dizendo que sim. Moro é o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. Logo em seguida, o magistrado questionou se em algum encontro houve discussão técnica sobre contratos da Petrobras. Costa, então, disse que não. "Sempre propina, então?", questionou Moro. "É, e visão de futuro, de projetos que poderiam ser feitos. Algumas vezes ele [Baiano] mencionou a empresa que ele representava, se tinha alguma atividade que a Petrobras podia utilizar a empresa espanhola", respondeu o ex-dirigente da petroleira 'Fernando Baiano' Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor de Refino a Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, afirmou nesta sexta-feira (13) que se encontrava com o lobista Fernando Soares, conhecido como "Fernando Baiano", somente para discutir pagamentos de propina. Preso em Curitiba, Baiano é apontado pelo próprio Paulo Roberto Costa como operador do PMDB no esquema de corrupção que atuava na Petrobras. O PMDB nega a acusação. O G1 procurou o advogado de Fernando Baiano, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno. Questionado pelo juiz federal Sérgio Moro sobre se os encontros com Baiano haviam ocorrido somente para tratar de "pagamentos de vantagem indevida" e "propina", Costa foi taxativo, dizendo que sim. Moro é o responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância. Logo em seguida, o magistrado questionou se em algum encontro houve discussão técnica sobre contratos da Petrobras. Costa, então, disse que não. "Sempre propina, então?", questionou Moro. "É, e visão de futuro, de projetos que poderiam ser feitos. Algumas vezes ele [Baiano] mencionou a empresa que ele representava, se tinha alguma atividade que a Petrobras podia utilizar a empresa espanhola", respondeu o ex-dirigente da petroleira
FONTE:G1.COM

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