sexta-feira, 20 de março de 2015

Atentados contra duas mesquitas xiitas no Iêmen deixam pelo menos 46 mortos

Pelo menos 46 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta sexta-feira em vários ataques suicidas com explosivos contra duas mesquitas xiitas no norte e no centro de Sana, capital do Iêmen, informou à Agência Efe uma fonte do movimento rebelde xiita dos houthis.
O primeiro ataque foi cometido por dois suicidas, que detonaram cintos explosivos no interior e nos arredores da mesquita xiita de Al Hashush, localizada no bairro de Al Yarraf, no norte de Sana, deixando dezenas de mortos e feridos, segundo constatou a Efe. Fontes do grupo rebelde xiita dos houthis informaram à Efe que pelo menos 30 pessoas morreram em outro duplo atentado efetuado contra a mesquita Badr, no centro de Sana e frequentada pelos xiitas. Neste ataque morreu o imã do templo, o líder religioso Mortada al Muhaduari, acrescentou a fonte houthi, que fez uma contagem das vítimas nos hospitais. No atentado contra a mesquita de Al Hashush, a primeira das explosões aconteceu em um posto de controle dos houthis em uma rua que leva ao templo, o que causou a morte de cinco pessoas e deixou várias feridas, acrescentou a fonte.
A segunda explosão foi registrada no interior da mesquita durante a oração do meio-dia de sexta-feira, o que deixou dezenas de mortos e feridos. Um dos sobreviventes do ataque no interior da mesquita de Al Hashush contou que a explosão da bomba "foi forte" e o local foi invadido por "uma fumaça negra por vários minutos, o que impedia a visibilidade de forma total". Vários caminhões e ambulâncias evacuaram os corpos das vítimas. O intervalo entre as explosões, fora e dentro da mesquita, foi de meia hora. A mesquita de Al Hashush é frequentada por dirigentes xiitas rebelde dos houthis, e o imã do templo, Taha Ahmed al Mutauakil, é membro da executiva do grupo. O líder religioso foi ferido no atentado e internado em um hospital. O Iêmen vive um profundo conflito político, agravado desde que o presidente Abdo Rabu Mansur Hadi se retratou no mês passado, em Aden, de sua anterior renúncia, ao anunciar que continuaria sendo presidente legítimo do país, em oposição ao que foi determinado pelos houthies. FONTE:TERRA/imagens fonte internet google

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