quarta-feira, 18 de março de 2015

Militantes matam turistas em ataque ao Parlamento da Tunísia

Segundo autoridades, 19 pessoas foram mortas - 17 estrangeiras. Dois militantes foram mortos; ação ocorreu em museu na capital do país.
Policiais são vistos do lado de fora do Parlamento da Tunísia nesta quarta-feira (18) (Foto: Zoubeir Souissi/Reuters) Pelo menos 19 pessoas, 17 delas estrangeiras, foram mortas em um ataque realizado por militantes nesta quarta-feira (18) no complexo do Parlamento da Tunísia, informou o primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid. Segundo o premiê, turistas da Itália, Alemanha, Polônia e Espanha estão entre os mortos no ataque Dois militantes acusados do ataque morreram em uma operação das forças de segurança três horas após o início da ação, anunciou o governo. Eles haviam feito reféns, que segundo a TV estatal e a Reuters foram libertados. Antes do fim da operação, as autoridades haviam reportado que oito mortes no local. As outras vítimas foram identificadas dentro do prédio após a morte dos militantes. Entre os mortos no ataque estão dois tunisianos, um deles um policial. Os militantes atacaram o complexo de edifícios do Parlamento, o qual inclui um museu, matando as pessoas, disse Mohamed Ali Aroui, porta-voz do Ministério do Interior. Segundo ele, os suspeitos estavam armados com kalashnikovs e vestidos como seguranças. A maior parte dos turistas no local foi retirada e unidades antiterrorismo entraram no museu. Um tiroteio foi ouvido no edifício em torno das 12h locais, segundo a agência de notícias estatal TAP. As forças de segurança do ministério cercaram os dois militantes entrincheirados no interior do Museu Bardo, que faz parte do mesmo complexo. Uma emissora de TV local publicou imagens que mostram reféns deixando o museu rodeados por forças de segurança. O museu é uma das principais atrações turísticas de Tunis e apresenta uma das maiores coleções de mosaicos romanos do mundo.
Forças de segurança da Tunísia cercam a área do Parlamento após ataque de militantes com 19 mortos nesta quarta-feira (18) (Foto: Fethi Belaid/AFP) Os militantes invadiram o local disfarçados. O trabalho em andamento no Parlamento foi suspenso e o local evacuado. Ainda não está claro quem são os autores do ataque. As forças armadas da Tunísia lutam contra militantes islamitas que surgiram no país após as manifestações de 2011 contra o regime autocrata de Bem Ali. Milhares de tunisianos também deixaram o país para lutar com grupos militantes na Síria, Iraque e Líbia, e o governo está preocupado com o retorno destes jihadistas e a realização de ataques em seu território.
Forças de segurança da Tunísia cercam a área do Parlamento após ataque de militantes com 19 mortos nesta quarta-feira (18) (Foto: Fethi Belaid/AFP) Museu Bardo O Museu do Bardo de Tunis abriga uma coleção excepcional de mosaicos. A riqueza de suas coleções, que cobrem a Pré-História e as épocas fenícia, púnica, númida, romana, cristã e árabe-islâmica, é única. O museu duplicou em 2012 sua superfície de exposição, atingindo 23.000 m2, e reorganizou sua apresentação. Entre as obras-primas expostas, está "O triunfo de Netuno", de 13 metros por 8 metros, datada do século II, o maior mosaico vertical do mundo. Outra obra-chave é a coleção de mosaicos intitulada "A alcova de Virgílio", que representa o poeta e autor de "Eneida" cercado de musas. Instalado em um palácio da época do Império Otomano, o museu acolhe milhares de visitantes por ano, e registrou eu maior número em 2005, com 600.000 pessoas. Em 2011, ano da revolução, apenas 100.000 o visitaram. O turismo, setor-chave da economia local, ficou muito afetado com a crise política e o surgimento do movimento jihadista depois da revolução de derrubou o presidente Zine El Abidin Ben Ali em janeiro de 2011. Em 2014, a renda com o turismo registrou um leve crescimento. O número de turistas, no entanto, baixou 3,2%, caindo para 6,07 milhões, diante dos 6,27 milhões de 2013. FONTE:G1.COM

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