domingo, 1 de março de 2015

REDES SOCIAIS:ZAP ZAP OU WHATSAPP QUAL É REALMENTE O MELHOR ?

Downloads do app Zapzap disparam após polêmica do WhatsApp no Brasil Beneficiado após justiça pedir bloqueio do WhatsApp no país, app brasileiro comemora mais de meio milhão de novos downloads desde quarta 25/02/2015 Quando o analistas de sistemas Erick Costa acordou na manhã desta sexta-feira (27), em Belém do Pará, 50 mil novos usuários haviam baixado seu aplicativo de mensagens instantâneas. Um recorde. Beneficiado pela crise instaurada após a justiça do Piauí pedir o bloqueio do WhatsApp em todo o país, o dono da versão tupiniquim do app – chamada Zapzap – comemora um salto estatístico inédito: mais de meio milhão de novos downloads desde a última quarta (25).
Aplicativo brasileiro Zapzap teve pico de downloads após polêmica com WhatsApp (Foto: Divulgação A ironia é que "Zapzap" é o apelido informal pelo qual milhares de brasileiros conhecem o original WhatsApp. Costa, que transformou o apelido em marca registrada em maio do ano passado, diz só ter "aproveitado a oportunidade". "Já que íamos criar um mensageiro 100% brasileiro, decidi escolher o nome mais brasileiro possível", disse à BBC. "Zapzap é um nome que todo mundo ia aceitar. Poderia ter escolhido outro qualquer, mais não ia ter essa penetração". Retorno Apesar do trocadilho, ele diz nunca ter sido procurado pelos donos do Whatsapp – cuja crise se tornou sinônimo de rentabilidade para a concorrência. "Para a gente o retorno foi fantástico. O brasileiro que não queria ficar fora do WhatsApp partiu para a nossa ferramenta. Foi uma opção natural", diz Costa. Nem tão natural assim. Com medo do fim do WhatsApp, usuários brasileiros criaram correntes dentro do próprio aplicativo incentivando a migração para o Zapzap. "Não tivemos nada a ver com isso", ressalta Costa. "Não mandamos nenhum tipo de propaganda". A polêmica começou após a justiça do Piauí alegar que os donos do WhatsApp, nos Estados Unidos, não estariam colaborando com investigações sobre pedofilia no Brasil por meio do app. À BBC Brasil, o delegado Alessandro Barreto, do núcleo de inteligência da policia civil do Piauí, disse que "o WhatsApp é usado no Brasil para crimes como pedofilia, assaltos e tráfico de drogas". Segundo ele, o aplicativo serviria como "facilitador" para crimes. Após pedir, sem sucesso, que o aplicativo compartilhasse o teor das mensagens trocadas pelos suspeitos de envolvimento com pedofilia em Teresina, a justiça ordenou às operadoras de telefonia que bloqueassem o aplicativo em todo o país por não colaborar com as investigações. O último capítulo da novela surgiu na tarde desta quinta (26), quando um desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) pediu que a decisão de bloqueio nacional do app fosse sustada, alegando que a investigação é local e não nacional. "Acho que qualquer aplicativo está sujeito a isso. Ferramentas podem ser usadas para o bem e para o mal. O WhatsApp é grande, bilionário, por isso virou alvo", diz Costa, sem revelar o faturamento de sua empresa. Viber x Telegram Outros apps estrangeiros de mensagens também comemoram a possível suspensão do WhatsApp – atualmente, o aplicativo de bate-papo mais popular do Brasil e do mundo. Segundo app de mensagens mais popular do planeta, o Viber diz ter ganhado 3,5 milhões de novos usuários no Brasil até a última quinta-feira (26). Para tanto, vêm usando uma campanha agressiva pelas redes sociais. "WhatsApp pode ser bloqueado e Telegram cheio de problemas de segurança. Baixe o Viber e continue trocando msgs!", diz o tweet compartilhado quase três mil vezes em 24 horas. O rival Telegram não deixou por menos. "@ViberBR Tenha mais cuidado ao twittar. Não é bom espalhar falsos boatos para obter usuários. Tente ter grandes recursos em vez disso. ;)", tuitou, compartilhado mais de 2,7 mil vezes. Também pelo Twitter, o Telegram disse ter registrado 2,5 milhões de novos usuários brasileiros desde quarta (25). WhatsApp é o 4º maior aplicativo da internet móvel do Brasil Estudo da Ericsson mostra que 80% do tráfego é gerado por só 5 apps. Lista tem Facebook, YouTube, Chrome e Instagram; vídeos são destaque.
WhatsApp, aplicativo de mensagens instantâneas para celular e computador. (Foto: Divulgação/WhatsApp) Quando pediu o bloqueio do WhatsApp no Brasil, o juiz Luiz Moura Correa, do Tribunal de Justiça do Piauí, não tinha como prever a onda de críticas gerada pela decisão. A popularidade do app no país é grande, mas, como seus desenvolvedores não revelam o número de adeptos brasileiros, não é possível determinar o seu alcance. Um estudo realizado pela Ericsson e divulgado nesta quinta-feira (26) mostra, porém, a dimensão do WhatsApp no Brasil: o aplicativo é nada mais do que o quarto maior consumidor de internet móvel no país. O comunicador instantâneo é responsável por 13% do tráfego móvel de dados. Ele faz parte de um seleto grupo responsável por enviar e receber quase 80% de tudo que é consumido na internet móvel brasileira, mostra a pesquisa. O top cinco dos apps mais "gulosos" tem ainda Facebook, responsável por 28% dos dados, Chrome (16%), YouTube (15%) e Instagram (6%). As informações fazem parte do “Mobility Report" de 2014. Esse recorte divulgado agora foi elaborado para o Mobile Word Congress (MWC), maior feira de tecnologia móvel do mundo, que ocorre na próxima semana em Barcelona (Espanha). Para elaborar a pesquisa, a Ericsson, dona de redes de telecomunicações, monitorou o tráfego de dados de 29.336 brasileiros. Em todo o mundo, 2 bilhões de pessoas se conectam a infraestruturas construídas pela empresa. Mania de WhatsApp A popularidade do WhatsApp já era conhecida. Mas o que surpreende com a inclusão dele em uma lista desse gênero é que, apesar de as mensagens de voz e os vídeos terem virado mania, a função principal do aplicativo ainda é enviar texto. Esses pacotes de dados são mais leves e geram menos tráfego quando comparados a vídeos e fotos. “Se você olhar quanto tempo as pessoas gastam com Instagram, o WhatsApp ganha disparado. Ganha até do Facebook. E o uso dele é maior ainda entre os mais jovens”, explica Jesper Rhode, diretor de marketing da Ericsson na América Latina. A estrutura do app também ajuda e explica a ausência na lista de serviços populares. Segundo Rhodes, por exemplo, “o tráfego que passa pelo Twitter é baixo”, porque o serviço “acaba sendo mais uma distribuição de links, que acaba direcionando para outros apps”. Para o executivo, a lista evidencia ainda o sucesso da estratégia de aquisições do Facebook. Dos aplicativos da empresa na lista, Instagram e WhatsApp foram comprados em transações bilionárias. “Essas decisões foram acertadas para dominar o tráfego da internet” Vídeo A Ericsson realizou a mesma análise em outros quatro países (Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos e México). Em todos eles, o app líder é o Facebook. Outro ponto comum são os vídeos, presentes em quase todos. O Facebook, por exemplo, contou em 2014 com uma explosão de visualização e publicação de vídeos. O YouTube é o segundo app em três dos cinco países. Na Coreia do Sul, o segundo app com maior tráfego é o Afreeca TV, que faz streaming. Nos EUA, o serviço de vídeo on-demand, Netflix, é o terceiro app que mais consome internet. Para Rhode, esse movimento é fomentado pela migração do celular para o smartphone, que possui melhor capacidade de processamento e exibição de imagens, e da busca de consumidores por pacotes de dados mais potentes e ágeis. Cauda longa Outro detalhe trazido pelo estudo é a concentração da internet móvel em pouquíssimos aplicativos. No países analisados, varia de 61% (EUA) a 81% (México). Citando o “guru da tecnologia”, Chris Anderson, Rhodes explica que isso pode ser explicado pela teoria da cauda longa. Ou seja, enquanto alguns poucos participantes de um mercado concentram as grandes audiências, o restante se distribui ao longo da "cauda" disputando ferozmente por cada vez menos espaço. “No começo dos aplicativos a gente foi se empolgando, mas com o tempo a gente vai filtrando. Para e pensa, ‘eu não quero tanto lixo’”, comenta. Isso faz o fluxo de dados vai se concentrando em apps mais conhecidos e notadamente de maior qualidade. Segundo ele, o fenômeno já é observado em outros segmentos. Nos serviços de streaming de vídeo, houve uma queda na procura por filmes medianos. “Hoje ou você investe em qualidade e conteúdo ou você investe em um conteúdo segmentado.” E completa: “Vai ter muito lixo indo embora”. FONTE;TITULO MLNN FONTE:MATÉRIA COMPLETA :G1.COM

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