quinta-feira, 9 de abril de 2015

Ajuda humanitária chega ao Iêmen; combates continuam

Estados Unidos apoiam a coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes xiitas no país. Washington admite que situação no Iêmen é delicada
Pessoas procuram abrigo durante um tiroteio em uma base do exército na cidade portuária de Aden, no sul do Iêmen(Anees Mansour/Reuters) Os dois primeiros navios com ajuda humanitária chegaram nesta quinta-feira ao Iêmen, duas semanas após o início dos bombardeios da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, que recebeu armamentos e apoio logístico dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que mais de 640 pessoas morreram e ao menos 2.226 ficaram feridas no conflito desde 19 de março. Vários grupos humanitários lutaram para levar ajuda ao país, onde a situação piora devido à luta feroz entre os rebeldes xiitas houthis e os partidários do presidente Abd Rabo Mansur Hadi, que se refugiou em Riad. A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) conseguiu levar 2,5 toneladas de material médico a Áden, a segunda cidade do país, onde os combates entre os rebeldes e as forças pró-governamentais se intensificaram nos últimos dias. Um navio da Cruz Vermelha transportando material e pessoal médico também chegou a Áden, mas nada pôde ser distribuído em razão dos combates. O material é, no entanto, insuficiente diante das imensas necessidades da população, sobretudo em Áden, onde a situação é catastrófica, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Ataques contra civis - Os milicianos xiitas houthis e seus aliados, militares leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh, atacaram nesta quarta com tanques e morteiros vários bairros residenciais de Áden, deixando 22 mortos e mais de 70 feridos. A coalizão árabe também realizou bombardeios contra os rebeldes no aeroporto internacional de Áden e na base aérea de Al Anad. Os xiitas houthis e seus aliados conquistaram amplos territórios nos últimos meses, incluindo a capital Sana, e expulsaram o presidente iemenita de seu cargo. Riad acusa o Irã, a principal potência xiita, de apoiar os rebeldes e decidiu bombardeá-los para impedir a instauração de um Estado favorável a Teerã as suas portas. O governo dos Estados Unidos advertiu nesta quinta que não vai tolerar o apoio do Irã aos rebeldes xiitas houthis no Iêmen. O secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que Washington sabe que o Irã fornece armas aos rebeldes xiitas no Iêmen. "O Irã deve saber que os Estados Unidos não permanecerão de braços cruzados no momento em que a região está desestabilizada, e que acontece uma guerra aberta através das fronteiras internacionais de outros países", declarou Kerry. O secretário de Defesa americano, Ashton Carter, reconheceu nesta quarta que o conflito no Iêmen é muito delicado e está complicando os esforços de Washington na luta antiterrorista, já que a Al Qaeda na Península Arábica (AQPA) representa "há tempos uma séria ameaça", afirmou. Bahais Ex-xiitas que elaboraram uma nova religião monoteísta juntando conceitos islâmicos, judaicos e cristãos. Foi fundada por Bahau Lláh na Pérsia do século XIX, região que hoje abriga o Irã. Estima-se que existam entre cinco a seis milhões de bahais espalhados por mais de 200 países. Os bahais não possuem dogmas, clero, nem sacerdócio. Incluem entre seus mensageiros sagrados Krishna, Abraão, Buda, Jesus e Maomé. Hoje há cerca de 300 000 bahais no Irã, onde são perseguidos pela maioria muçulmana que os considera hereges. (Da redação) FONTE:veja.abril.com.br

Postar um comentário