quinta-feira, 23 de abril de 2015

Caminhoneiros protestam por valor mínimo do frete no país

Manifestações ocorrem em pelo menos 5 estados. Reunião entre a categoria e o governo terminou sem acordo nesta quarta (22). Caminhoneiros fazem um novo dia de protesto nesta quinta-feira (23) pelo país. Eles exigem mudanças no preço dos fretes. As manifestações são motivadas pela falta de acordo com o governo para a fixação de um valor mínimo, obrigatório, para o frete no país. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, uma tabela nacional com preço mínimo de frete “não tem apoio constitucional e é impraticável”, devido, por exemplo, às diferenças na qualidade das estradas e dos tipos de cargas transportadas nos diversos pontos do país. “Estudamos muito a proposta, nos dedicamos muito a examinar uma série de alternativas, mas o fato é que o tabelamento impositivo é impraticável”, disse Rossetto nesta quarta-feira (22), após reunião com representantes dos caminhoneiros. Ocorrem e já ocorreram atos em Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Veja a seguir a situação em cada estado:
Caminhoneiros bloqueiam a BR-364 em Rondonópolis, Mato Grosso (Foto: Gilmar Marinho/Arquivo pessoal) MATO GROSSO Seis trechos de duas rodovias de Mato Grosso estão bloqueados por caminhoneiros nesta quinta-feira. Segundo a assessoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as manifestações são na BR-364 e BR-163. Os caminhoneiros permitem a passagem apenas de carros, ônibus, ambulâncias e veículos oficiais. Não há registro de grandes congestionamentos. De acordo com a PRF, em Lucas do Rio Verde o bloqueio começou por volta de 1h [horário de Mato Grosso] no km 686 da BR-163. Também existem bloqueios em Rondonópolis no km 200 e 206 da BR-364, onde 30 caminhões estão parados na pista desde as 6h30, sem grande congestionamento. PARANÁ Caminhoneiros causam lentidão na BR-376, em Marialva, no norte do Paraná, desde a madrugada desta quinta. Às 9h20, um grupo de caminhoneiros também iniciou um protesto na BR-277, em Laranjeiras do Sul, na região central. Os manifestantes estão direcionando os caminhões para o pátio de um posto de combustíveis. Carros de passeio e os demais veículos estão sendo liberados. Neste horário, os manifestantes também retomaram o protesto na BR-277, em Medianeira. Não há bloqueios no trecho. De acordo com a PRF, durante a madrugada também foram registrados protestos na BR-277, em Irati, mas foram encerrados após negociações com os policiais. Os bloqueios foram parciais e os demais veículos não foram impedidos de passar. RIO GRANDE DO SUL Os caminhoneiros retomaram nesta manhã os protestos em estradas do Rio Grande do Sul. De acordo com a PRF, até as 9h30 ao menos quatro rodovias estavam bloqueadas: a BR-386, em Soledade, na Região Norte, a BR-101, em Três Cachoeiras, no Litoral Norte, a BR-470, em Veranópolis, na Serra, e a BR-285, no km 463, em Ijuí, no Noroeste. Motoristas de carga estão sendo obrigados a parar pelos manifestantes nos três pontos. No bloqueio de Soledade, no km 243 da BR-386, mais de 20 caminhões que tentaram furar o bloqueio foram apedrejados, segundo a PRF. Nos demais trechos interrompidos não há registro de apedrejamento. SANTA CATARINA Caminhoneiros estão desde a madrugada às margens de rodovias no Oeste de Santa Catarina para protestar. A primeira concentração registrada foi em São Miguel do Oeste, por volta da 0h. Um grupo de pessoas ligadas ao movimento chegou a solicitar a adesão de caminhoneiros, interceptando veículos, mas a Polícia Militar Rodoviária impediu. Cerca de 20% dos quase 900 postos de combustíveis do Oeste catarinense ficaram com as bombas secas após motoristas lotarem os estabelecimentos com receio de novos bloqueios nas rodovias catarinenses entre a noite de quarta-feira (22) e manhã de quinta (23), informou Sindicato dos Postos de Combustíveis de Chapecó. Desde de a madrugada desta quinta, caminhoneiros estão às margens de rodovias no Oeste de Santa Catarina para protestar após categoria não chegar a um acordo com o governo federal sobre o valor do preço mínimo do frete no país na quarta-feira. Entretanto, não houve bloqueios até as 9h, informou a PRF.
SÃO PAULO Caminhoneiros estão parados em postos e estradas da região de Ribeirão Preto (SP) aguardando uma maneira de voltar para casa sem ficar no prejuízo. Eles reclamam que, além da baixa oferta de fretes, as propostas que aparecem não pagam o suficiente para compensar os gastos com a viagem de retorno. Além da incerteza sobre quando vão voltar para casa, os motoristas dizem estar economizando com itens de primeira necessidade devido ao acúmulo de despesas causado pela espera. "Difícil até para ficar estacionado, porque se tu não paga o estacionamento não fica. Hoje, por exemplo, se tu não paga ou não colocar uma cota de óleo de abastecimento no seu caminhão tu não tem onde ficar, tu não tem onde tomar banho de graça", afirma o caminhoneiro Joel Corrêa. FONTE:G1.COM

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