domingo, 5 de abril de 2015

Esfaqueado dentro de estação do Move, em BH, diz que local é 'gaiola'

Homem foi assaltado na estação, na Região Noroeste, na segunda-feira. Nesta tarde, um dos suspeitos do assalto foi preso perto do local do crime.
sfaqueado em estação do Move, em BH, compara local a uma gaiola. (Foto: Pedro Ângelo/G1) Prestes a receber alta, o homem esfaqueado em uma estação do Move, Breno Lincoln Baptista, disse, nesta sexta-feira (3), não ser “bicho” ao comparar o local a uma “gaiola”. Na última segunda-feira (30), ele foi vítima de um assalto em uma estação da Avenida Antônio Carlos, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O flagrante da agressão foi gravado por câmeras de monitoramento. Nesta tarde, um dos suspeitos do assalto foi preso em outra estação, perto do local do crime. Há cerca de dois meses, conforme a Guarda Municipal, o homem havia sido detido por assalto a mão armada. O homem que esfaqueou a vítima ainda não foi preso, segundo a Polícia Militar (PM) (Veja vídeo ao lado). “A gente não é bicho pra ficar trancado numa gaiolinha dessa, pra ser assaltado, pra sofrer qualquer tipo de atentado. Nós somos pessoas. Trabalhamos, pagamos nossos impostos como todo mundo. (...) É uma gaiola que a gente fica lá e eles vão e escolhem quem é que vão roubar”, disse Baptista, que trabalha como cuidador de idosos. Câmeras de monitoramento das estações gravaram o momento do assalto. No vídeo, um homem de boné aborda um rapaz de camisa branca. O assaltante, primeiro, tenta levar a mochila da vítima. O jovem reage e o ladrão desfere um golpe de faca na vítima. Depois, ele foge levando o celular do rapaz, que fica ferido no peito. Ao G1, Breno Baptista contou que não viu a faca com um dos criminosos, e que já havia se rendido quando foi golpeado. O homem foi socorrido pela Guarda Municipal para o Hospital Odilon Behrens e precisou ser operado. O estado de saúde dele é estável. Baptista afirmou que, ao perceber que havia sido atingido, só pensou no seu filho, de 12 anos, e na sua mãe. “Logo no começo, dentro da estação, que eu caí, que a guarda chegou, eu disse: eu não posso morrer, eu tenho um filho de 12 anos, eu não posso morrer. Eu só pensei nele e na minha mãe”, revelou. O povo tem que saber o que está acontecendo. Eu não vou ser o último. Vai ter mais. E um pode ser vítima fatal. (...) Nós temos direito a segurança" Breno Lincoln Baptista, esfaqueado na estação do Move O cuidador de idosos reivindicou segurança nas estações do Move. “O povo tem que saber o que está acontecendo. Eu não vou ser o último. Vai ter mais. E um pode ser vítima fatal. (...) Nós temos direito a segurança”, falou. Nesta quinta-feira (2), a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) divulgou nota, informando que a Prefeitura de Belo Horizonte está tentando um convênio com o governo do estado para a utilização de policiais militares reformados na vigilância das estações. Se o convênio não se efetivar, será elaborado um edital de licitação para a contratação de seguranças armados. Por enquanto, as estações são monitoradas pela Guarda Municipal e pelo centro de operações da prefeitura. Nesta sexta, o G1 pediu à administração municipal uma entrevista com um responsável, e aguarda retorno. fonte:g1.com

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